O S&P 500 fechou em 7.108,40 pontos em 23 de abril de 2026 — a menos de 1,4% de sua máxima histórica — mesmo com o petróleo Brent negociado acima de US$ 105 o barril e as forças americanas mantendo um bloqueio naval ao transporte marítimo iraniano pelo 13º dia consecutivo. A combinação teria parecido paradoxal uma década atrás. Na primavera de 2026, ela é a condição de base dos mercados financeiros americanos.
A temporada de resultados do primeiro trimestre de Wall Street entregou números que surpreenderam até os analistas mais otimistas. O Goldman Sachs reportou o que analistas e executivos da própria empresa descreveram como seu melhor desempenho trimestral em anos, impulsionado pela alta volatilidade nos mercados de ações e de renda fixa. Bank of America e Morgan Stanley superaram as estimativas de consenso dos analistas. O J.P. Morgan, que havia sinalizado cautela em suas projeções de janeiro, mesmo assim registrou receitas recordes em banco de investimento no trimestre, impulsionadas por um aumento nas emissões de dívida, com empresas correndo para garantir financiamento antes de uma decisão antecipada do Federal Reserve em 7 de maio de 2026.
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