A economia dos EUA está sendo pressionada de dois lados ao mesmo tempo, e a pressão se reflete nas projeções. A Moody's Analytics estimou a probabilidade de recessão nos EUA em 12 meses em 48,6% no final de março de 2026 — a leitura mais alta desde o período imediatamente pós-pandemia. O Goldman Sachs aponta 30%. O Wilmington Trust, cujos economistas historicamente têm sido mais conservadores, subiu para 45%. Nenhum desses analistas é um caso isolado; eles refletem uma deterioração genuína das perspectivas de curto prazo, impulsionada por um par de choques simultâneos que chegaram ao mesmo tempo.
O primeiro choque é o petróleo. O Brent atingiu o pico de US$ 126 por barril no início de março — a primeira vez que os preços superaram US$ 100 desde 2022, e o nível mais alto desde o pico imediato após a invasão russa em 2022. O catalisador é o quase fechamento total do Estreito de Ormuz após o início das hostilidades entre EUA, Israel e Irã, que reduziu o tráfego pelo principal gargalo petrolífero do mundo em aproximadamente 95%. Cerca de 20% do suprimento diário mundial de petróleo passa pelo Estreito; quando esse fluxo para, o impacto nos preços é imediato e global.
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