Nenhum papa na memória moderna criticou um presidente americano em exercício de forma tão direta quanto Leão XIV tem feito desde fevereiro de 2026 — e nenhum enfrentou a hostilidade pessoal que Leão está recebendo em troca.
O Papa Leão, o primeiro bispo de Roma nascido nos Estados Unidos, condenou a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã em uma série de declarações públicas a partir de março, classificando o conflito como injusto segundo a doutrina católica da guerra justa e exigindo um cessar-fogo imediato. Em 12 de abril de 2026, o presidente Donald Trump o chamou de "fraco" e "terrível", afirmou sem provas que Leão "quer que o Irã tenha uma arma nuclear" e publicou uma imagem gerada por IA de si mesmo abraçando Jesus — amplamente interpretada como uma reprovação à autoridade moral papal. O Vaticano negou categoricamente a afirmação nuclear de Trump no mesmo dia.
A escalada continuou durante a semana de 14 de abril. Trump atacou Leão novamente em 15 de abril, desta vez acusando-o de não ter "fé na vontade de Deus" por se opor à continuação da guerra. O Papa Leão respondeu publicamente em 13 de abril: "Não tenho medo do governo Trump", disse ele a repórteres no Vaticano. "A obrigação da Igreja de falar sobre guerra e paz não mudou em dois mil anos." A troca não tem precedente claro na relação EUA-Vaticano — estudiosos da religião citados pela NPR em 15 de abril observaram que, embora presidentes e papas tenham divergido em política, os ataques de Trump à competência e às motivações individuais de um papa em exercício rompem completamente as normas diplomáticas estabelecidas.