O petróleo voltou a superar US$101 por barril na quarta-feira após uma breve queda na terça-feira, apagando dois dias de ganhos e lembrando a quem esperava que o conflito com o Irã estivesse se encerrando que os nervos do mercado ainda estão à flor da pele. O Brent estava a US$101,30 nas negociações em Londres às 8h EST, uma alta de 4,1% em uma única sessão, impulsionada pela notícia de que o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã havia sido morto em um ataque aéreo dos EUA e de Israel. O quadro financeiro mais amplo, 27 dias após o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irã, chegou a um ponto em que é diretamente visível no orçamento das famílias americanas — não apenas nos preços da gasolina, mas nas taxas de hipoteca, nas contas do supermercado, nos saldos das contas de aposentadoria e nas condições de novos financiamentos de veículos.
O número mais visível está nos postos de gasolina. A média nacional do galão de gasolina comum atingiu US$4,87 na semana passada, segundo a AAA, antes de recuar levemente para US$4,71 na terça-feira após notícias sobre a reabertura parcial do estreito de Ormuz para navios-tanque civis. A alta do petróleo na quarta-feira irá reverter essa tendência. O analista da GasBuddy, Patrick De Haan, projetou na quarta-feira que a média nacional voltará a se aproximar de US$4,80 em uma semana. Na Califórnia, onde impostos estaduais e custos regulatórios já elevam os preços acima da média nacional, alguns postos chegaram a US$8,96 por galão — se aproximando do limite de US$9 que representaria um recorde histórico estadual.
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