Um ano após Val Kilmer morrer de câncer na garganta, seu rosto aparece novamente nas telas — não em imagens de arquivo, não em uma participação especial tirada de um filme antigo, mas em um papel inteiramente novo, por 77 minutos, gerado por inteligência artificial a partir de fotografias e filmagens caseiras que seus filhos forneceram aos cineastas.
"As Deep as the Grave", dirigido pelo roteirista e diretor Coerte Voorhees, conta a história dos arqueólogos do sudoeste americano Ann e Earl Morris, que passaram décadas escavando sítios no Canyon de Chelly, no Arizona, no início do século XX, tentando rastrear a história do povo Navajo. Kilmer havia sido escalado como Padre Fintan, um padre católico e espiritualista nativo americano, antes de sua morte em abril de 2025. Ele estava doente demais para filmar. Então Voorhees e sua equipe de produção construíram sua performance usando reconstrução por IA em vez de reescalar o papel.
A família Kilmer — seu filho Jack e sua filha Mercedes — aprovou o projeto e contribuiu com os materiais de origem usados para treinar o modelo de reconstrução. Esse consentimento importa tanto ética quanto legalmente, e separa "As Deep as the Grave" de aplicações póstumas de IA mais polêmicas, nas quais espólios ou herdeiros não desempenharam nenhum papel ativo. A Variety reportou em 18 de abril de 2026 que a família estava "ativamente envolvida" na revisão dos cortes iniciais da performance gerada por IA antes da finalização da produção.