A Rússia ofereceu aos Estados Unidos um acordo: Moscou pararia de fornecer inteligência militar ao Irã se Washington encerrasse o compartilhamento de inteligência com a Ucrânia. Ambos se afastariam de um de seus respectivos parceiros em conflitos ativos ao mesmo tempo, em uma retirada sincronizada de apoio em dois teatros separados. O governo Trump disse não — mas o fato de a oferta ter sido feita é um dado revelador sobre como o Kremlin está pensando a interseção desses dois conflitos.
O Politico relatou na segunda-feira, citando múltiplos funcionários americanos, que a proposta foi apresentada por meio de contatos diplomáticos em canais secundários nos dias seguintes aos ataques EUA-Israel às instalações nucleares e militares iranianas iniciados em 28 de fevereiro. Moscou enquadrou a oferta como uma medida de construção de confiança: uma desescalada simétrica que nenhum dos lados precisaria fazer unilateralmente. A lógica implícita era que a guerra com o Irã e a guerra na Ucrânia não são eventos independentes, mas pontos de pressão conectados em uma negociação mais ampla entre Washington e Moscou, e que concessões simultâneas poderiam reduzir a tensão em ambas as frentes.