Um voto. Essa é a margem que separa o Congresso dos EUA de impor o primeiro controle formal sobre a guerra do presidente Donald Trump com o Irã — e ela se sustentou, por pouco, em 17 de abril de 2026.
A Câmara votou 213 a 214 contra uma resolução que teria exigido que Trump retirasse as forças americanas do conflito com o Irã a menos que o Congresso autorizasse separadamente a operação militar. A votação, conduzida sob a Resolução dos Poderes de Guerra de 1973, ocorreu um dia após uma medida semelhante ter fracassado no Senado e foi o sinal mais claro até agora de que os republicanos no Congresso permanecem amplamente dispostos a apoiar o presidente, apesar da crescente pressão democrata para restringir sua autoridade bélica.
O fracasso da resolução se resumiu a duas dissidências, uma de cada partido. O deputado Thomas Massie, do Kentucky, foi o único republicano a cruzar o corredor e votar a favor da retirada. O deputado Jared Golden, do Maine, foi o único democrata a votar contra. Se Massie tivesse votado com seu partido e Golden com o dele, a resolução teria passado por 215-212. A simetria partidária dessas duas dissidências não é coincidência: ambos os legisladores há muito se posicionam como institucionalistas em questões de poderes de guerra, independentemente de qual partido ocupa a Casa Branca.