O PIB da Rússia contraiu 1,8% em janeiro e fevereiro de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior — um dado discretamente divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Econômico que representa a primeira contração sustentada desde o choque inicial das sanções de 2022. É um número relevante precisamente porque o Kremlin passou três anos insistindo que a economia de guerra estava se sustentando. O ministro do Desenvolvimento Econômico, Maxim Reshetnikov, deixou clara a posição do ministério em uma sessão parlamentar fechada em 24 de abril, dizendo aos legisladores que "nossos registros atuais mostram que essas reservas foram em grande parte utilizadas".
O contexto que torna a contração significativa é o mecanismo por trás dela. O Banco Central da Rússia manteve sua taxa básica de juros em 21% desde o final de 2025 para controlar a inflação, que atingiu 11,2% ao ano em março de 2026, segundo o Serviço Federal de Estatísticas. Essa taxa — a mais alta em duas décadas — efetivamente congelou o investimento privado. Os novos inícios de construção caíram 14% no primeiro trimestre de 2026. As solicitações de empréstimos para pequenas empresas recuaram 22% em comparação com o primeiro trimestre de 2025, de acordo com dados do Sberbank russo divulgados em um briefing para investidores no início de abril.
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