O ex-diretor do FBI e conselheiro especial que investigou os laços de Trump com a Rússia morreu na sexta-feira. Trump respondeu no Truth Social em questão de horas.
Robert Mueller III morreu na noite de sexta-feira aos 81 anos. Sua família confirmou a morte, informando que ele travava uma batalha contra o mal de Parkinson.
Em questão de horas, o presidente Trump publicou sobre o ocorrido no Truth Social. A resposta foi, por qualquer padrão convencional, notável — não uma nota de condolências, mas uma continuação do ressentimento que havia definido a relação pública unilateral entre os dois por quase uma década. Os comentários foram imediatos e dividiram-se de forma inteiramente previsível.
Mueller serviu como diretor do FBI por doze anos sob dois presidentes — George W. Bush e Barack Obama — uma gestão que abrangeu o 11 de setembro, as guerras que se seguiram e a reconfiguração fundamental da relação das forças de segurança americanas com a coleta de informações de inteligência. Ele foi, segundo a maioria dos relatos bipartidários, um dos diretores mais eficazes da história da agência.
“Mueller serviu como diretor do FBI por doze anos sob dois presidentes — George W.”
Então veio 2017.
Pontos Principais
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Mueller: Robert Mueller III died on Friday at age 81 after battling Parkinson's disease.
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O vice-procurador-geral Rod Rosenstein nomeou Mueller como conselheiro especial para investigar a interferência russa nas eleições de 2016 e quaisquer vínculos entre a campanha de Trump e Moscou. Por dois anos, Mueller e sua equipe trabalharam em quase total silêncio enquanto o mundo político ao seu redor explodia com especulações, vazamentos e indignação.
O relatório final, divulgado em 2019, continha 448 páginas de conclusões cuidadosamente redigidas que não satisfizeram completamente ninguém. Documentou extensa interferência russa. Delineou múltiplos casos de potencial obstrução por parte do presidente. Mas não recomendou acusações formais, citando a política consolidada do Departamento de Justiça contra o indiciamento de um presidente em exercício. A ambiguidade tornou-se sua característica definidora.
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Para Trump e seus apoiadores, a investigação foi uma caça às bruxas politicamente motivada que, no fim, não provou nada. Para seus críticos, a contenção de Mueller permitiu que um presidente escapasse da responsabilização por meio de deferência processual. Ambos os lados permaneceram entrincheirados em suas posições.
O que se perde no ruído político é o próprio homem. Mueller foi um fuzileiro naval que serviu no Vietnã e recebeu a Estrela de Bronze e o Coração Púrpura. Era, segundo todos os relatos de pessoas que trabalharam com ele em diferentes governos, metódico, íntegro e profundamente avesso à atenção pública.
Obama, em uma declaração no sábado, chamou-o de "um dos melhores diretores na história do FBI" e elogiou seu "compromisso incansável com o estado de direito."
A história continuará debatendo a investigação. O homem que a conduziu descansa em paz.
Robert Mueller III morreu na sexta-feira aos 81 anos após travar uma batalha contra o mal de Parkinson.
O que o relatório Mueller concluiu sobre Trump e a Rússia?
O relatório de 448 páginas documentou extensiva interferência russa nas eleições de 2016 e delineou múltiplas instâncias de potencial obstrução por parte do presidente, mas não recomendou acusações formais, citando a política do Departamento de Justiça contra o indiciamento de um presidente em exercício.
Por quanto tempo Robert Mueller foi diretor do FBI?
Mueller serviu como diretor do FBI por doze anos sob os presidentes George W. Bush e Barack Obama, uma gestão que abrangeu o 11 de setembro e seus desdobramentos.