Um júri do Novo México proferiu o maior veredicto individual contra a Meta em seus 22 anos de história em 25 de março de 2026, ordenando que o gigante das redes sociais pagasse US$ 375 milhões em indenizações após considerá-la responsável por enganar usuários sobre a segurança da plataforma e por criar condições que facilitaram a exploração sexual de menores. O veredicto — alcançado após quatro semanas de depoimentos no Tribunal do Primeiro Distrito Judicial em Santa Fé — estabelece um precedente legal que procuradores-gerais de pelo menos 11 estados afirmam que pretendem usar como modelo para suas próprias ações.
O caso foi movido pelo Procurador-Geral do Novo México, Raúl Torrez, que entrou com processo em 2024 alegando que a Meta conscientemente projetou o Instagram e o Facebook com recursos — incluindo algoritmos de recomendação, mensagens diretas com desconhecidos e verificação de idade mínima — que facilitaram o contato entre adultos e menores para fins exploratórios. O estado apresentou evidências de pesquisas internas da própria Meta mostrando que executivos estavam cientes dos riscos e optaram por não implementar as proteções disponíveis porque fazê-lo reduziria as métricas de engajamento.
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