O czar da fronteira Tom Homan confirmou o envio. Mas o ICE não vai operar máquinas de raio-X — e o sindicato da TSA não está satisfeito.
É oficial. Agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) serão enviados aos aeroportos dos EUA a partir de segunda-feira, 24 de março.
O czar da fronteira da Casa Branca, Tom Homan, confirmou a medida no fim de semana, após o presidente Trump ameaçar o envio caso o Congresso não chegasse a um acordo para encerrar a paralisação do Departamento de Segurança Interna (DHS). O Congresso não chegou a um acordo. E foi assim que chegamos aqui.
O objetivo declarado é simples: com mais de 400 agentes da TSA tendo pedido demissão desde o início da paralisação, os aeroportos estão com falta de pessoal a ponto de comprometer o funcionamento. Os agentes do ICE assumiriam tarefas que não envolvem triagem — guardar corredores de saída, verificar identidades, vigiar pontos de acesso — para liberar os agentes remanescentes da TSA para a triagem efetiva de passageiros.
“Essa distinção importa, e é aí que começa a controvérsia.”
O que os agentes do ICE não farão: operar máquinas de raio-X, realizar revistas pessoais ou tomar decisões de avaliação de ameaças para as quais os agentes da TSA são especificamente certificados. Essa distinção importa, e é aí que começa a controvérsia.
Pontos Principais
→ICE: ICE agents will handle non-screening tasks such as guarding exit lanes, checking IDs, and manning access points to free up remaining TSA officers for actual passenger screening.
→Airports: ICE agents will handle non-screening tasks such as guarding exit lanes, checking IDs, and manning access points to free up remaining TSA officers for actual passenger screening.
→TSA: ICE agents will handle non-screening tasks such as guarding exit lanes, checking IDs, and manning access points to free up remaining TSA officers for actual passenger screening.
→Immigration: ICE agents will handle non-screening tasks such as guarding exit lanes, checking IDs, and manning access points to free up remaining TSA officers for actual passenger screening.
O sindicato que representa os agentes da TSA reagiu imediatamente. O argumento é direto — agentes do ICE não têm treinamento em segurança da aviação, e colocar pessoal sem treinamento em ambientes aeroportuários cria riscos que vão além do problema de pessoal que a medida pretende resolver. O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, chamou o plano de irresponsável. Nancy Pelosi, falando de San Francisco, o classificou como "completamente errado."
Os defensores da medida argumentam que a alternativa é pior — aeroportos parando durante a semana de viagens mais movimentada da primavera. Se os agentes do ICE puderem assumir funções de vigilância de portas para que mais um agente da TSA possa atuar na fila de triagem, a lógica faz sentido.
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A questão da imagem também é complicada por outros motivos. O ICE, no atual ambiente político, carrega fortes associações com a repressão à imigração. O envio de agentes identificados com o ICE nos terminais dos aeroportos — mesmo em função de apoio — será notado. Pelos passageiros. Pela imprensa. Por todos.
Se isso é uma medida paliativa que dá tempo ao Congresso para negociar ou o início de uma nova normalidade depende inteiramente do que acontecer em Washington nesta semana. A paralisação precisa terminar. Todo o resto é um curativo.
O que os agentes do ICE farão nos aeroportos durante a paralisação do governo?
Os agentes do ICE realizarão tarefas que não envolvem triagem, como guardar corredores de saída, verificar identidades e vigiar pontos de acesso, liberando os agentes remanescentes da TSA para a triagem efetiva de passageiros.
Os agentes do ICE têm treinamento para segurança aeroportuária?
Não. Os agentes do ICE não têm treinamento em segurança da aviação e não operarão máquinas de raio-X, realizarão revistas pessoais nem tomarão decisões de avaliação de ameaças que exigem certificação da TSA.