Quatorze meses após Mira Murati deixar a OpenAI sem produto e sem escritório, sua startup Thinking Machines Lab fechou um contrato multibilionário de computação com o Google Cloud — um acordo na casa dos bilhões de dígito único, segundo o furo exclusivo do TechCrunch de 22 de abril — tornando-se a terceira desenvolvedora de IA de fronteira a garantir acesso à capacidade Nvidia GB300 do Google em um único mês.
A velocidade do acordo ilustra o quanto o mercado de infraestrutura de IA se transformou desde 2023. O Thinking Machines Lab, constituído em fevereiro de 2025, ainda não havia lançado nenhum produto quando captou uma rodada semente de US$ 2 bilhões a uma avaliação de US$ 12 bilhões. Sua primeira oferta, o Tinker — uma plataforma que automatiza a criação de modelos personalizados de IA de fronteira usando aprendizado por reforço — foi lançada em outubro de 2025. O acordo com o Google dá ao Thinking Machines acesso à capacidade de computação para treinar e implantar esses modelos em escala, além de serviços de infraestrutura vinculados aos mais recentes sistemas de IA do Google. O Google destacou que sua plataforma consegue lidar com as cargas de trabalho de aprendizado por reforço das quais a arquitetura do Tinker depende — uma capacidade que nem a AWS nem o Microsoft Azure têm anunciado com a mesma especificidade.
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