A paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna cruzou a marca de seis semanas na manhã de sexta-feira sem resolução à vista — e o momento não poderia ser pior para os viajantes americanos. As taxas de ausência dos agentes do TSA atingiram 11,83% na quinta-feira, representando mais de 3.450 agentes faltando ao serviço nos postos de controle, enquanto o aumento das viagens das férias de primavera colide de frente com um impasse no financiamento federal que paralisou Washington.
Diante de uma crise aeroportuária crescente, o presidente Trump assinou uma ordem executiva na sexta-feira determinando ao DHS que retomasse o pagamento dos agentes do TSA, com o departamento afirmando que os trabalhadores poderiam receber seus contracheques "já na segunda-feira". A medida oferece alívio imediato para a força de trabalho maltratada da agência, mas não faz nada para resolver o impasse legislativo subjacente que criou a crise em primeiro lugar.
O Senado havia chegado a um acordo bipartidário na manhã de sexta-feira para financiar a maior parte das operações do DHS — mas deliberadamente excluiu o ICE e partes da Alfândega e Proteção de Fronteiras do acordo. Essa exclusão se mostrou fatal quase imediatamente. O presidente da Câmara, Mike Johnson, declarou o projeto do Senado "morto na chegada" poucas horas após sua aprovação, afirmando que qualquer acordo aceitável deve incluir financiamento integral para as operações de fiscalização da imigração. "Metade do DHS não é DHS algum", disse Johnson a repórteres na tarde de sexta-feira, enquadrando o impasse explicitamente em termos da agenda de deportação da Casa Branca.