Um júri de Santa Monica, Califórnia, proferiu seu veredicto em 24 de março de 2026: Bill Cosby, de 88 anos, deve pagar US$ 59,25 milhões a Donna Motsinger por uma agressão sexual que ela afirma ter ocorrido em 1972. O valor é a maior condenação civil já enfrentada por Cosby e chega mais de cinco décadas após o suposto incidente — uma lacuna que só foi superável porque a Califórnia alterou o prazo de prescrição para ações de agressão sexual.
O júri primeiro concedeu a Motsinger, hoje com 84 anos, US$ 19,25 milhões em danos compensatórios — US$ 17,5 milhões por dor e sofrimento passados e US$ 1,75 milhão por sofrimento futuro. Em seguida, deliberou sobre se Cosby agiu com "malícia, opressão ou fraude", concluiu que sim, e acrescentou US$ 40 milhões em danos punitivos. A equipe jurídica de Motsinger argumentou que uma indenização punitiva substancial era necessária para enviar uma mensagem, dado o comportamento predatório alegado por Cosby ao longo de décadas; mais de 60 mulheres o acusaram de conduta sexual imprópria ao longo de sua carreira.
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