O Secretário do Tesouro Scott Bessent teve uma semana que quebraria a maioria dos membros do gabinete em vários pedaços. Entre programas matinais de domingo, aparições na CNBC e entrevistas à Bloomberg, o ex-gestor de fundos de hedge se viu defendendo ataques militares dos EUA ao Irã, aventando a possibilidade de liberar petróleo das reservas estratégicas, opinando sobre a liderança do Federal Reserve e explicando por que uma cúpula Trump-Xi talvez precise ser remarcada — tudo isso enquanto os preços da gasolina escalavam ao seu ponto mais alto desde o início da guerra no Golfo, em fevereiro.
Comecemos pelo Irã. Os EUA e Israel lançaram operações conjuntas contra a infraestrutura iraniana no início deste ano, visando fortificações ao longo do Estreito de Ormuz. Bessent foi ao Meet the Press no domingo e usou uma frase que o acompanhará: "Às vezes é preciso escalar para desescalar." A lógica, conforme ele a apresentou, é que destruir a capacidade do Irã de ameaçar o ponto de passagem de petróleo mais importante do mundo irá, em última análise, estabilizar os mercados de energia. A realidade de curto prazo é o oposto — os preços da gasolina dispararam desde o início do conflito, e Bessent agora se encontra na posição desconfortável de defender paciência enquanto os americanos sentem o aperto nos postos de combustível.
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